quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tec agendada

O plano das festas será: pregnyl amanhã às 21h e dia 10  à noite progesterona intramuscular. Desta vez, ao contrário de no ciclo do ERA e da TEC anterior, irei fazer apenas 4 dias de progesterona. A transferência será no dia 14 ao início da tarde... MEDO!! Não quero dar demasiada importância a datas, mas transferir 1 ano depois de iniciar o primeira tratamento e no dia do nosso aniversário de casamento, pode ser um bom presságio. Se não for só me restará aceitar e ser resiliente.

Vamos ver no que isto vai dar... pelo que vou lendo por aqui o meu endometrio é bastante manhoso. Nunca irá passar disto. Mas desta vez vou tentar manter-me positiva... pode ser que seja desta. Nunca se sabe.

2ª TEC - 2ª Eco

Se contar a alguém que antes de entrar no trabalho (o meu horário de entrada é às 10h), já fui e vim a Vigo (ainda bem que lá é +1h, facilita em tudo este processo) fazer uma ecografia, acho que a maioria dos meus colegas não acreditava. Pelo caminho reflecti que há vidas mesmo fáceis... e depois há a minha. 

A médica foi muito atenciosa, já tinha informação que iríamos lá e estava a par de tudo. A clínica não tem aquele aparato todo que a IVI Lisboa, mas é incrível como até a imagem da clínica é semelhante. Mas vamos ao que realmente interessa. Hoje tínhamos o endométrio a 6,7 e o folículo dominante a 16 e outro a 14. Ambos no ovário esquerdo. O mesmo que ovulou o ciclo passado... parece-me que as ovulações alternadas são mais na teoria que na prática. Mas isto como são ciclos sempre alterados, nem que seja pelo Pregnyl, pode ser por isso. Quanto ao meu querido endometrio,  não é lá grande coisa, mas está a crescer. Nunca terei aqueles endometrios fantásticos e maravilhosos de 10, mas talvez ainda chegue aos 7 neste ciclo. A informação já seguiu para a Dra. C. que não estará na clínica hoje e amanhã, mas pediu para mandar-lhe a informação por mail que depois entrará em contacto comigo para dar indicações. E assim me encontro... há espera que a Dra. C. diga alguma coisa... se é para esperar mais dias, se é para cancelar. A previsão da Dra. era a TEC ser no dia 14 (dia do meu aniversário de casamento!!) mas se atrasar um dia passará para dia 15 que é feriado... não me parece que façam transferências aos feriados. Enfim... só me resta aguardar. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cenas de mulheres inférteis III

Desta vez vamos falar de "cenas" práticas, como quanto custa fazer um filho recorrendo a técnicas de PMA.

Por um lado temos os hospitais públicos. Têm excelentes profissionais, médicos competentes e experientes, mas certamente com algumas restrições orçamentais e de agenda. Certamente que não fazem mais pelos doentes porque não podem. Obviamente que haverá excepções e que falo sem conhecimento de causa porque nunca passei por lá. Como contribuintes que somos, e vivendo num Estado Social como vivemos, temos todos direito de recorrer aos centros públicos de PMA. No nosso caso não recorremos por dois motivos: a falta de privacidade e, mais importante que isso, o tempo de espera por um tratamento. Está praticamente a fazer 1 ano desde que iniciamos o primeiro tratamento, continuamos sem filho, mas já passamos por tanto... percorremos um longo caminho. Num hospital público, além de ainda estar à espera do primeiro tratamento, nunca teríamos um filho. Esta seria a realidade. Não sei se mesmo com todos os recursos e técnicas evoluídas como a ovodoação teremos um final diferente, mas, felizmente, pudemos contornar a situação. No Hospital Público, nomeadamente o Hospital de São João que é o único onde se realiza DGPI em Portugal, seriam precisas as duas tentativas de DGPI para descobrir os meus problemas na fase lutea curta e não teríamos direito a mais nenhum tratamento. Essa é a triste realidade. Agradeço todos os dias ter recursos financeiros para percorrer este caminho de forma diferente. 

Por outro lado temos as clínicas privadas, com atendimento muito mais personalizado, confidencial, sem tempos de espera, mas onde tudo é pago a preço de ouro. Sinceramente já perdi a conta ao dinheiro que já investimos para ter um filho. Não me arrependo de nenhum cêntimo gasto, mas é inevitável não fazer as contas. E eu até sou muito má com contas. Depois desta TEC (aconteça ela quando acontecer) andará muito próximo dos 10000€ só na IVI, nem sei quanto já gastamos no Porto. Nunca irei pensar que não valeu a pena o investimento, mesmo que nunca venha a ser mãe. Se esse for o triste desígnio ficaremos de consciência tranquila que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Constatação

E agora ao final do dia... depois de me aperceber que um endometrio de 4,5 nunca irá se pôr jeitoso para a transferência, volto a perceber que está coisa da gravidez nunca será para mim. E é uma pena porque eu acho que até teria jeito... o meu cão será o único alvo do meu afecto maternal para o resto da vida. É triste mas talvez seja a realidade. Cada vez sinto mais vontade de desistir de tudo isto... secalhar não sou tão forte como pensei que era. Talvez deva começar a pensar em dar outro sentido à minha vida... 

Existem os casos simples e fáceis - 2ª TEC - 1ª eco

Depois existe o meu.

Hoje é o 11º dia do ciclo. E ainda temos o endometrio e o foliculo pequenos.

Quinta temos novo controle ecográfico. Terei o prazer de conhecer a IVI de Vigo. (Diga-se de passagem que fica bem mais perto que Lisboa!!). Ora eu que sou péssima a ablar com nostros hermanos, mas lá terá que ser. Poderia fazer a ecografia em qualquer centro desde que obtivesse o relatório no próprio dia para enviar à Dra. C. para ela decidir se seguimos para a TEC ou cancelamos o ciclo, mas se o manhoso do endometrio estiver bem tenho que adquirir a progesterona intramuscular e terá que ser na IVI, parece que aquilo não está à venda nas farmácias. Mais uma voltinha, mais uma viagem. Desta vez até Vigo (em vão me parece!)

A Dra. C. está otimista que isto vai evoluir, até já nos deu os papéis para a TEC. O endometrio só tem 4,5 mas o folículo está bastante pequeno ainda. Nos dois último ciclos cresceu bem. Diz ela que hoje foi um mau timing. Ora eu, que não ando nisto há 2 dois, digo que este ciclo já era. Eu sei que no ciclo anterior a ecografia foi feita no 12º dia e às 20h da noite, este foi feito no 11º e às 9h da manhã... há alguma margem. Se considermos o 1º dia de sangue mais abundante até consideramos este o 10º dia, mas caramba... tinha que ser tudo tão difícil aqui para os meus lados?! Até o meu marido diz que é melhor estarmos preparados para o pior na quinta. Ele que é um otimista por natureza já se está a habituar à nossa triste sina. E que assim seja. Não posso fazer nada para o endometrio crescer é preferível aprender a conviver com isso. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Estava aqui em pensar...

No quanto é mais fácil pensar que vai correr tudo mal, do que pensar que vai correr bem.

Neste momento, estou a convencer-me que tenho quistos no ovário esquerdo, ou que devo ter mesmo qualquer problema no útero. Já tenho praticamente a certeza que vou ter que fazer uma histeroscopia e um algum grande tratamento antes da próxima TEC. A próxima a seguir a esta que será negativa novamente. Mas porque raio penso eu estas coisas?! Não podia simplesmente limitar-me à minha ignorância no assunto e limitar-me a esperar pela ecografia de terça feira. A isto chama-se sofrer por antecipação, um dos inimigos da inteligência emocional. Se eu sei isto tudo, porquê que continuo a traçar um plano de vida na minha cabeça, como se eu fosse uma espécie de visionária? Será medo? Será o querer preparar-me para o pior, pensado que o pior será mais fácil por eu estar preparada, quando a experiência me tem mostrado que é (muito) mau na mesma? Infelizmente muitas vezes estou certa quanto ao meu futuro. Tem outras que a vida me surpreende agradavelmente, embora as vezes que estou certa serem maiores que as que sou surpreendida. 

Mas caramba... eu podia relaxar mais, deixar a vida rolar, quer tenha quistos ou problemas no útero, eu não posso fazer nada para mudar isso, porque raio estou preocupada com isso agora? E o pior é que penso cada vez mais nestas coisas todas... acho que estou a "fritar a pipoca". Ou então a precisar de uma pausa de infertilidade. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Meu querido junho

Hoje começa um novo mês que, se tudo correr bem, será marcado por uma nova transferência. Sempre adorei o mês de Junho, é a minha altura preferida do ano... vamos a ver se nao me trará mais uma desilusão.

Se tudo correr bem, que nestas coisas nunca se sabe, este mês iremos fazer a terceira transferência (já começa a assustar este número!). Não posso negar que tenho alguma esperança neste tratamento. Mas não consigo deixar de pensar que vai acontecer a mesma coisa que as anteriores e esses pensamentos inquietam-me mais do que gostaria. Tenho um medo quase paralisante... por vezes sinto-me tentada em adiar está TEC só pelo medo que corra da mesma forma que a anterior. Além de não me trazer o tão desejado filho, ainda me faz sentir a pessoa mais anormal na face da terra. Mas por incrível que pareça sinto-me mais calma que na transferência anterior.

Neste momento irei fazer uma transferência com uma alteração (enorme) de protocolo. Quer dizer, a única alteração é o dia que será feita a transferência, mas isso é uma diferença significativa. Neste momento estou na primeira fase do ciclo, sem qualquer fármaco, supostamente o endometrio está a crescer naturalmente. Obviamente que só terei a certeza na próxima terça quando for fazer a ecografia. Digamos que não confio 100% (nem 50, quanto mais 100%) no meu endometrio.

A ideia de uma vida sem filhos, continua a não me assustar como já assustou. Obviamente que ainda me restam algumas opções e não sei se não será por isso. Como já disse, vou literalmente dar o corpo (e a mente) às balas enquanto tiver embriões e quero mesmo muito ter um filho com o meu marido. Sei que a nossa vida irá ser indiscutivelmente mais feliz, mas se não for possível terei que aceitar isso.