quinta-feira, 30 de março de 2017

Dia de ecografia

Pois que o meu endometrio podia ser um lindo menino e estar a colaborar como seria suposto, mas não. Não seria a mesma coisa se fosse fácil! Já percebi que isto nunca será fácil. Podemos ter o problema dos embriões resolvidos (assim o espero, mas até ver nunca se sabe) que  com o meu corpo nunca será fácil. 

Pois que hoje o endometrio estava "pequenino" nas palavras da Dra.C. (Já disse que adoro a Dra. C.?!). Media apenas 5,5. Parece que tenho má absorção ao Estrofen e o meu corpo ainda não se equilibrou hormolmente do último tratamento (isto sou eu a supor, a má absorção é evidência). Já  suspeitava porque no capítulo "Quistos foliculares" o Estrofen nunca fez nadinha aos quistos. Nem cócegas. Mudamos para o Estradiol em pensos transdermicos e logo se vê. Tinha que experimentar os pensos. Ainda faltava no meu rol de experiências com a infertilidade. Se houver uma transferência ainda falta muito, ainda tem tempo para crescer.

Em princípio a punção da dadora será segunda ou terça feira e eu também terei que ir fazer eco para ver se o meu amigo acordou para a vida. Se houver uma transferência será 5 dias depois (ou então não que nisto nunca se sabe), ainda tem uns dias para crescer. Se não crescer e não der para transferir agora paciência. Por todos os motivos e mais 700km de cada vez que vou à IVI adorava transferir e engravidar agora, mas se não for possível paciência. O importante é haver embriões lindinhos o resto logo se vê. 

terça-feira, 28 de março de 2017

State on mind

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Ontem foi o último dia de Cetrotide... o único fármaco que acho capaz de frenar os meus assanhados ovários. Hoje só tenho o Estrofen para tomar... e hoje estou com muito medo que isto corra tudo mal. Concretamente medo que o meu corpo não colabore. Basicamente... não confio nada nele.

Claro que também me assolam os medos e a incerteza de como estarão as coisas a correr com a dadora... a esta altura estará a fazer a estimulação (tenho também medo que tenha desistido, mas acho que isso tivesse acontecido me teriam ligado da clínica)...  não sei quando será a punção e quando o meu marido terá que ir lá fazer a sua parte. Não sei tanta coisa e nunca gostei nada muito do desconhecido. 

Mas às vezes dou por mim a imaginar que pode correr bem... que finalmente irei realizar um grande desejo. Que poderei procurar informação sobre carrinhos de bebé, partos e amamentação. Que finalmente deixarei de sentir este desconforto tão grande em relação a grávidas e bebés... basicamente que finalmente sentirei uma grande felicidade. Mas depois volto a sentir... medo. Medo de me estar a iludir e começo a convencer-me que talvez seja tudo em vão. Nunca irá resultar e devo preparar-me para desistir. Quando aceitamos na nossa cabeça um tratamento com ovodoação, aceitamos que será o fim de linha. Se este tratamento não resultar... penso que será o fim. Não tenho mais recursos emocionais para continuar. E constatar isso dói que se farta. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

DO - o início

Where there is hope there is faith. Where there is faith, miracles happen.:

Ontem demos início, oficial, a este tratamento.

Foi com grande esperança que fomos à consulta com a Drª. C. dar início a este capítulo da nossa história. Por incrível que pareça os nervos só começaram a aparecer na chegada a Lisboa. Tenho estado incrivelmente calma e não sei se isso é bom ou é mau. No domingo, estive a analisar com o meu marido, todos os consentimentos informados e a reflectir mais uma vez sobre esta nossa opção. Eu estou em paz, completamente em paz, com a minha opção, mas precisava de ter a certeza que o meu marido também está. Sempre o tive como uma pessoa mais conservadora do que eu, mas o meu marido não se cansa de me surpreender. Ele também está em paz com isto e feliz por iniciarmos um tratamento onde as nossas hipóteses estão potenciadas. Acho que a minha calma vem daí... do facto de ambos estarmos em paz com a nossa opção e mais unidos do que nunca. Se vai correr bem? Não sei... tenho muita fé que sim. Mas nunca se sabe. Pelo menos mais provável que um novo dgpi é.

Em termos práticos, nos próximos dias a dadora irá iniciar a estimulação e neste momento já me encontro a preparar o meu útero para um possível embrião. Após a eco a Drª. prescreveu a toma de estrofen 3x/dia e uma injecção diária de cetrotide até dia 27 (pensava eu que me tinha livrado das picas?! estava enganada). Penso que já tinha um folículo bastante "jeitoso" no ovário direito daí a necessidade de fármaco para evitar a ovulação antes do que será previsto. Dia 30 é dia de nova eco. Daí para a frente não sei o que irá acontecer. É um mundo novo para mim. Ainda tanta coisa pode correr mal... mas tenho fé. Como há muito tempo não tinha. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Habemos dadora!!

É com grande emoção que escrevo este post...

Não sei o que os próximos dias me reservam, muitas emoções estão reservadas para mim com certeza. Neste momento sinto um misto de alegria (enorme alegria), gratidão pela mulher que me irá ceder o seu material genético, e medo. Muito medo também... medo que não corra bem. Deus nos ajude! 

terça-feira, 14 de março de 2017

Podiam estar a ser dias bastante difíceis

iPhone or Android Live more, worry less background wallpaper selected by ModeMusthaves.com:
Podiam estar a ser dias bastante difíceis com o aproximar do dia do pai.
Mas a verdade é que não estão a ser. Aliás até me sinto bastante bem. Em paz. Sei lá...
Além de já não ter o meu pai para festejar este dia comigo, nem sequer o meu sogro, ainda não é este ano que o meu marido está próximo de se tornar pai e devolver-me a alegria neste dia. Está tão longe de ser como em qualquer outro ano que passou... e na verdade eu poderia estar bastante triste com esse facto. Mas não estou... e nem sequer sei porquê que a tristeza não se apoderou de mim. Será que me estou a tornar insensível como tanto desejei? Será que estou conformada? Será da primavera? Não sei... só sei que neste momento não quero saber "disto" para nada. 

Até quando este momento de não querer saber? Não sei.

quinta-feira, 9 de março de 2017

State on mind

~Tomorrow is busy worrying about itself; don't get tangled up in its worry-webs. Trust God one day at a time.~:

E é isto... um dia de cada vez.

Já aqui escrevi sobre as esperas a que a infertilidade nos obriga. Nesta fase encontro-me, mais uma vez em espera e a tentar viver um dia de cada vez. O ideal é viver isto de forma positiva. Quanto mais tempo demorar, mas tempo o meu corpo tem para voltar ao seu equilíbrio. Neste momento encontro-me a tomar a pílula para depois ser mais fácil de sincronizar o meu ciclo com o da dadora. Se estiver tudo tranquilo pode ser aumente as chances de correr bem. A minha vida não é só infertilidade, existe vida para além disto, deveria me concentrar em aproveitar essa vida. Mas não consigo... não consigo deixar de pensar nisto, e de querer que o tempo passe rápido. 

Quando começar o novo tratamento será tudo novo. Uma clínica nova, até agora só conheço a médica que nos acompanha (e só estive com ela duas vezes - já tínhamos os exames todos feitos que era necessário), terei que me deslocar a Lisboa que não é propriamente perto para mim (provavelmente terei que ir às ecografias sozinha, não há necessidade, nem facilidade, de faltar eu e o meu marido ao trabalho), e muitas outras novidades. Quero encarar essa novidade como um novo recomeço. Um virar de página. Talvez neste capítulo se conte uma história bonita.